Orçamento de 2013 é aprovado pela Câmara de Ibiúna
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012Após uma reviravolta e um erro regimental, a Câmara Municipal de Ibiúna, enfim, aprovou no última dia 4 o texto original do Orçamento 2013, estimado em R$ 104.112.611,75, ou seja, menor do que o de 2012, que era de R$ 108.480.135,00 (veja o comparativo completo no quadro ao lado). Na primeira votação, os vereadores haviam aprovado por unanimidade uma emenda modificativa que reduziria de 30% para apenas 10% a liberdade do próximo prefeito em remanejar recursos de um setor para o outro sem autorização da Câmara Municipal de Ibiúna. Entretanto, na sessão do dia 27 de novembro, cinco vereadores voltaram atrás e optaram por rejeitar a modificação.
A votação ficou empatada em 5 x 5, mas o presidente Roque José Pereira (DEM) votou novamente e aprovou a emenda. Porém, nesta terça-feira (4), Charles Guimarães (PRB) e Jamil Marcicano (DEM) entraram com um recurso anulando o resultado, uma vez que, de acordo com o Regimento Interno da entidade, o presidente só poderia votar se a matéria exigisse maioria absoluta ou dois terços. Como neste caso era maioria simples, o voto de Roque foi anulado e a emenda acabou rejeitada por 5 x 4.
A controvérsia gerou muita discussão e debates calorosos entre os vereadores. “Onde já se viu o próprio autor da emenda (fazendo uma referência a Jamil Marcicano) voltar atrás e votar contra algo que ele mesmo propôs. Os 10% já é muito para a administração remanejar, imagina 30% então? Pode fechar as portas da Câmara Municipal de Ibiúna no próximo ano, pois o prefeito vai fazer o que quiser com o dinheiro do município. Com esta emenda, poderíamos valorizar mais esta Casa de Leis e, caso seja necessário algum remanejamento, desde que fosse para o bem da cidade, tenho certeza que os próximos vereadores iriam aprovar sem qualquer problema. Agora dar toda essa liberdade tira os poderes do Legislativo”, protestou Jair Marmelo (PC do B).
Jamil respondeu que sempre defendeu um remanejamento menor do orçamento. “Entretanto, ao verificar a atual situação que se encontra o município, com uma dívida de mais de R$ 51 milhões, se não déssemos esta liberdade ao próximo prefeito, ele ficaria de mãos atadas e seria mais um ano perdido para nossa cidade. Na vida tudo muda e temos de reconhecer quando estamos errados e ir por outro caminho. Não vejo problema algum nisso”, rebateu Jamil. Ele acrescentou ainda que o tempo que o prefeito perde tendo que enviar projetos de remanejamentos para a Câmara e esperar aprovações, poderia atrapalhar a busca de recursos e convênios para tirar Ibiúna da crise.
Charles, que também sempre foi contra os remanejamentos, desta vez defendeu os 30% por confiar que o próximo prefeito será o Professor Eduardo e que o mesmo irá honrar com os interesses do município. “Tenho certeza que se não déssemos esta liberdade a ele, a sua administração estaria comprometida, pois o mesmo irá herdar uma das maiores dívidas da história de Ibiúna e ficaria muito difícil trabalhar sem poder remanejar recursos”, ressaltou.
Já Paulinho Sasaki (PTB) disse que foi favorável a emenda reduzindo o remanejamento, uma vez que nem ao menos se sabe quem será o próximo prefeito. “Já tivemos a experiência em 2009, quando que demos tudo para a administração e o Coronel Darcy, que nós confiávamos, acabou falecendo. Esses que estão aí assumiram e fizeram o que quiseram com os recursos, deixando Ibiúna neste estado lastimável que se encontra”, concluiu Sasaki.
Derrubaram a emenda que reduziria a liberdade do próximo prefeito em remanejar recursos, os vereadores Jamil Marcicano, Pedrão da Água (PTB), Claudinho do Rosarial (PDT), Professor Eduardo (PT) e Charles Guimarães.



Ibiúna tem que mudar muitas coisas para a melhoria dos maradores. Que tal mais segurança e trabalho?